Bloco de Esquerda

1. O partido da arrogância, do paternalismo moral, do totalitarismo latente, do passado. Acha que os principais problemas do país são a homofobia, o racismo e a criminalização das drogas. Partido pretensamente moderno, pseudo-intelectual, da esquerda manienta. Debaixo das aparências, ideias velhas, mas limpas de resquícios proletários fora de moda.

2. O partido da coragem, da frontalidade, da verdadeira democracia, do futuro. Sabe que é preciso combater a falsa moralidade e a hipocrisia que se escondem por trás da homofobia e do racismo. Tem ideias novas, representa a renovação da esquerda e do país, é um partido jovem, que permite dar um abanão à sociedade esclerosada de um país parado.

PSD

1. Partido estilhaçado entre sociais-democratas, liberais, democratas-cristãos e populistas. Para acordar os militantes, basta recordar o papão: “Comunicação Social”. Ninho privilegiado dos monstros autárquicos. Partido dos interesses instalados, um dos culpados “do estado a que isto chegou”.

2. Partido sem complexos ideológicos, possui os melhores quadros do país. Liberal e social-democrata q.b. Costuma pôr mãos à obra e resolver as trapalhadas do PS (em 1985, pôs um ponto final à trapalhada pós-revolucionária; em 2002, pôs um ponto final à trapalhada guterrista).

PS

1. Partido esquizofrénico, de nome socialista, mas com o socialismo na gaveta. Gasta tudo o que pode até dar cabo do défice (como Guterres em 2000) ou, em alternativa, aperta o cinto dos portugueses até fazer sangue, sem qualquer plano verdadeiro, descobrindo o prazer da arrogância. Desbaratou a herança de Cavaco Silva e Durão Barroso.

2. Partido de esquerda moderna descomplexada, representante da verdadeira social-democracia, defensor simultâneo da economia de mercado e da justiça social. Diminuiu em poucos anos o pesado défice deixado pelo PSD em 1995. Em 2005, demonstra a coragem que lhe negavam para enfrentar interesses instalados.

Euro

1. Causa da crise económica actual. Culpado do aperto nas carteiras dos portugueses. Razão principal do aumento da inflação. Uma reforma estrutural completamente inútil e caríssima, imposta de cima sobre todos os cidadãos.

2. Salvação da economia nacional. A transição para a moeda única permitiu aumentar os rendimentos dos portugueses, desde 1996, em 30%. Permite não aumentar os juros e manter a inflação tão baixa como está agora.

Jovens

1. Cada vez mais ignorantes, mal-educados e presunçosos, não prometem nada de bom para o futuro do país. Sem qualquer freio moral, individualistas e egoístas, representam a decadência dos valores tradicionais e vivem ao sabor do vento, sem rumo nem ambições.
2. Com um nível de formação muito superior ao das gerações anteriores, são a primeira geração a conseguir competir internacionalmente. Sem complexos inúteis, com uma nova moralidade, uma forte cultura de grupo e muita generosidade, têm uma atitude mais saudável perante a vida, o país e o mundo.

Velhos

1. Com uma visão do mundo toldada por um ensino antiquado, não conseguem compreender os novos tempos, têm um nível de formação típico do terceiro mundo, são arrogantes e mal-educados quando expressam as suas ideias.

2. Com uma formação alicerçada nos velhos valores nacionais, têm a sabedoria que falta aos jovens, são poupados, compreensivos, bondosos e pacientes. Não aceitam a violência, despudor e falta de respeito que grassa na cultura actual.

Descobrimentos

1. O auge da História de Portugal, quando o país era uma potência, tinha espírito empreendedor e dava lições ao mundo. Possibilitou o desenvolvimento tecnológico do país, colocou Portugal, por uma vez, no centro das decisões da Europa.

2. A causa da decadência de Portugal. Sorvedouro de recursos e população. Possibilitou a transferência de capital dos territórios descobertos para os outros países europeus.

Futebol

1. O culminar da inutilidade, corrupção e alienação nacionais. Serve para distrair os portugueses dos problemas do país, para gastar milhões de euros em estádios espalhados pelo país e para encher sacos azuis.

2. O único caso de sucesso internacional do país. Uma das poucas causas de alegria num cenário de crise generalizada. A selecção nacional de futebol serve, especialmente, para criar momentos de comunhão nacional, que anima o espírito (e a economia) dos portugueses.


Blogoesfera

1. O lugar da moda. A nova forma de comunicação em Portugal. Lugar onde se escreve cada vez melhor. Uma nova forma democrática e em rede de entender os media.

2. Um lugar desconhecido por 80% dos portugueses. Mania de intelectuais e escrevinhadores. Espuma de palavras sem consequência ou sentido. Feira de vaidades, sem crivo editorial.