Passagem de testemunho

Agora, em http://traduzido.blogspot.com.

Sócrates

A polémica com a licenciatura é um disparate. Só mesmo neste país alguém se preocupa com o facto de alguém ser engenheiro ou deixar de ser ou em que data acabou a sua licenciatura.

ou

O problema não é se é engenheiro ou não o é, mas sim se falsificou documentos ou enganou os eleitores. Só neste país se confunde assim alhos com bugalhos.

Despenalização do Aborto

A legalização do assassínio dos seres humanos mais vulneráveis. A prova da hipocrisia duma cultura "moderna" pífia e convencida. A forma mais preguiçosa de resolver o problema. O direìto à vida é inegociável. Uma questão básica de moralidade.

ou

A reposição duma liberdade básica de qualquer indíviduo. O fim da hipocrisia das mulheres julgadas por terem escolhido o que fazer com a sua própria vida, exemplo típico da podridão dos "valores tradicionais". O direito da mulher a dispor do seu corpo é inegociável. Uma questão básica de moralidade.
Reimpressão

Educação

Um serviço realizado por profissionais aos pais das crianças. Devia ser completamente privado, de forma a garantir a liberdade contratual e a competência dos profissionais, sujeitos ao mercado e à avaliação dos que lhes pagam os ordenados. O serviço público apenas garante mediocridade e pouca apetência pelo esforço. A educação deve ser livre, com a qualidade exigida pelo cliente.

ou

Uma compenente básica da sociedade. Aos professores é confiada a missão de educar os cidadãos e são, por consequência, pagos por todos nós. Compete ao Governo garantir a qualidade do serviço. Não se podem aplicar as regras do mercado numa área onde não há "clientes" -- a educação é, e deve ser, obrigatória para todos e com a qualidade exigida pela sociedade.
Ponto da situação

Muito obrigado à Emiéle, do Pópulo, pela referência!

Feriados

O seu excesso é uma portuguesíssima forma de escapar ao trabalho, com a consequente diminuição da produtividade nacional. No fundo, somos todos preguiçosos.

ou

A sua existência é garantia de realização pessoal de cada um para lá de horários, obrigações, rotinas. Essenciais para a boa produtividade do país.

Ciência

Instrumento essencial ao homem. Atitute de clareza, método, racionalidade, progresso. Permitiu dissipar medos e ilusões e contribuir para um mundo bem melhor. Permitiu ainda dar ao ser humano a humildade que lhe faltava e iluminou, através de princípios simples mas muito produtivos, vastas áreas do conhecimento.

ou

Julga-se única explicação do mundo, acabando por cair numa atitude de superioridade moral e intelectual em relação a outras áreas do conhecimento humano (religião, literatura, etc.). Não chega para perceber o que nos rodeia, mas é eficaz, com a sua pretensa racionalidade, a fechar canais de reflexão e entendimento.
Ponto da situação

Obrigado ao seven, do Obvious, pela citação.

Intendência

Novo blogue: Traduzido.

Verdade

A verdade está num dos extremos e é preciso escolher.

ou

A verdade está algures no meio e é preciso procurar.

Ideologia

Uma forma de fé, tão ilusória e perigosa como todas. Ir a um congresso partidário não é muito diferente de ir a Fátima.

ou

Uma forma de actuar de forma racional e com objectivos claros. O exacto oposto da cegueira da fé e da irracionalidade "espiritual".

Força que nos permite aguentar, acreditar, amar, ser felizes apesar de tudo. A falta dela tira-nos o golpe de asa para percebermos o sentido verdadeiro da vida. Ao contrário do que se pensa, ter fé é muito mais difícil do que não a ter. Dá-nos segurança, felicidade, uma rede para as quedas abruptas que todos experimentamos, mas exige-nos uma entrega total, a dedicação que precisamos para ser humanos, a força de nos fazermos maiores que nós.

ou

Forma de desistir, de deixar de acreditar no aqui para passar a sonhar com um além ilusório. Ter fé é cair na tentação fácil de acreditar numa entidade protectora e paternal que nos protege, mesmo quando não merecemos. Radica na ignorância, na preguiça, na obsessão, na falta de coragem para assumir a falta de sentido ou para assumirmos a necessidade de criarmos um sentido para nós próprios, não uma qualquer doutrina pré-fabricada e formatada por milénios de ilusões.

Desenvolvimento

Portugal está cada vez mais próximo do mundo subdesenvolvido e cada vez mais longe da Europa. O resto são tretas.

ou

Portugal saiu definitivamente do terceiro mundo e está, de pleno direito, no grupo de países ricos. O resto são traumas.

Freitas do Amaral

Esquerdista ex-fascista troca-tintas, tem sido um péssimo ministro, precipitado, bajulador de ideologias criminosas, sempre no lugar errado na altura errada. Incoerente, tenta ser aquilo que lhe parece mais politicamente correcto a cada altura.

ou

Homem de solidez e coerência acima da média, foi de direita quando era perigoso ser de direira, é social-democrata quando já não está na moda ser social-democrata. Coerente consigo próprio, provoca invejas e não é compreendido num país esquartejado em clubes ideológicos.

Comentário a "Portugueses" de Thomas Schlemmermeyer

Parabens, a ideia do bicionário lusofono é muito interessante e extremamente estimulante, só pode ter sido concebido por um Português mesmo. Viva o país da poesia e de Camões! Viva a lusofonia! Tudo vale a pena quando a alma não é pequena. Viva Fernando Pessoa!

ou

Até na internet, o português mostra seu intelecto preguiçoso, cheio de inutilidades e coisas fúteis que não movimentam nada, não criam nada, não destroem nada, só são palavras ocas que vão caminhando no deserto de uma alma que nunca era aquela alma que se diz, apenas mera sobrevivência num canto, já há muitos séculos, globalizado.

Leitura

Lê-se menos e pior: menos escritores bons, mais escritores maus e, no geral, menos literatura e mais televisão. A culpa é da educação, da sociedade, da preguiça, de tanta coisa.

ou

Lê-se, em termos absolutos, cada vez mais. Há mais escritores "bons" publicados (e "maus" também), mais traduções de grandes clássicos, mais leitura, mais "movimento". Os estudos não enganam. Os Portugueses, embora não o vejam, estão a ficar mais cultos.

Estatuto da Catalunha (Estatut de Catalunya)

Forma de acomodar uma das mais antigas nações da Europa (fundada do séc. X) num Estado poderoso e forte, cada vez mais longe da ilusão unitária duma Espanha castelhana e mais próximo da Nação de Nações que foi a Espanha do século XV, exemplo duma Europa una e diversa.

ou

Documento intervencionaista, refém de ideias politicamente correctas, dum nacionalismo rançoso, dum separatismo que irá contribuir para balcanizar Espanha, destabilizar a Península e, a prazo, pôr em causa todo o projecto europeu. É uma questão de alguns anos e de mais algumas fraquezas.

Português

Escreve-se e fala-se cada vez pior. Basta ler os escritores do século XIX, ouvir gravações antigas, escutar os nossos avós e depois comparar com os jornais de agora, a televisão de agora, os jovens de agora e temos uma boa radiografia da decadência da língua.

ou

Escreve-se cada vez melhor e fala-se cada vez melhor. Quem se queixa está apenas a repetir um chavão eterno (desde o Império Romano): que a língua está em decadência. Na realidade, confundem decadência com mudança e não vêem (bastava ir à RTP Memória) que a língua está bem e recomenda-se.

Literatura

Inutilidade muito apreciada por preguiçosos.

ou

Sintoma e base do verdadeiro desenvolvimento.
Série países: Espanha | Portugal | França | França (em Portugal) | Inglaterra | Estados Unidos | China | Malawi.

França (em Portugal)

Baluarte da verdadeira cultura, da literatura humana, da arte do cinema, da boa gastronomia. Uma ilha contra a invasão de mediocridade e massificação de cariz anglo-saxónico.

ou

Musa dos pseudo-intelectuais agarrados a uma ideia de "alta cultura" e "excepção cultural" que mais não é do que preconceito, elitismo e defesa acérrima de antigos privilégios.

França

Onde a sociedade ainda consegue sair à rua e mostrar a sua vitalidade.

ou

Onde a sociedade tenta remar constantemente para o passado.

Portugal (I)

Uma surpresa da História. A um canto da Península, manteve-se independente e estável, resistindo ao centralismo castelhano. A única nação consensual da Península.

ou

Uma aberração histórica. No processo de unificação peninsular, manteve-se como espinha independente que não permitiu fazer surgir uma nação unida, consensual e desenvolvida na Península.

Espanha

Nação forte, desenvolvida, economicamente saudável, sem complexos de inferioridade, com uma cultura invejada e sólida.

ou

Estado atravessado por profundas divisões de identidade, sem sentido nacional comum, com divergências de fundo quanto à própria ideia de Espanha.

Música

Ritmo essencial do mundo, discreto e permanente, a mãe de todas as artes.

ou

Forma de dividir gostos e irritar a calma dos dias, impingindo aos outros o nosso inferno.

Divisões sexuais

O mundo divide-se entre homens e mulheres.

ou

O mundo divide-se entre quem o faz e quem o quer fazer.

Divisões do mundo

O mundo divide-se entre os que têm a coragem e o discernimento para destrinçar e aqueles que fogem a todo o custo de decidir de que lado estão.

ou

O mundo divide-se entre quem o vê a preto e branco e quem consegue aceitar e jogar com todos os cinzentos subtis.

Portugueses

Preguiçosos, pouco produtivos, com educação muito abaixo da média, sem espírito científico e muito menos espírito crítico, enredados em traumas históricos sem sentido, acham sempre que Portugal é o pior país do mundo mas a culpa é sempre dos outros. Um enorme complexo de inferioridade perante os vizinhos, especialmente Espanha.

ou

Espertos, interessados, muito empenhados, conseguem um nível de produtividade surpreendente tendo em conta o nível de atraso estrutural das empresas e Estado. Curiosos, desenrascados, conseguem tudo o que querem, quando querem. Isto sem complexos de superioridade europeus e sem os problemas de identidade nacional dos vizinhos espanhóis.

Estado

Quanto mais Estado, mais hipóteses de a lei da selva não se impor à sociedade. A melhor sociedade é aquela que, conscientemente, se organiza e escapa à lógica do mais forte, protegendo os mais fracos e aspirando a uma organização cada vez mais perfeita. Num mundo ideal, o Estado garante trabalho, habitação e educação para todos e é a expressão da vontade colectiva.

ou

Quanto menos Estado, mais garantias de liberdade para os cidadãos. Quanto mais Estado, mais ingerência, menos transparência de mercados, mais subsidiodependência, menos produtividade: em suma, todos saem prejudicados. O Estado deve limitar-se a garantir a liberdade e segurança de todos. Num mundo ideal, nem isso: os cidadãos contratam, em liberdade, a melhor forma de alcançar a segurança e garantir os seus direitos.
Ponto da situação

1. A bidefinição de Jihad foi publicada por sugestão do autor do blog Observatório da Jihad. Agradeço e convido todos os leitores a fazerem o mesmo.

2. Agradeço ainda à Carla Quevedo do Bomba Inteligente o destaque a este Bicionário.

3. Por último, agradeço as palavras de Isabel Faria e de Daniel Arruda, do Troll Urbano, e as de Emiéle, do Pópulo, na sequência dos meus comentários "publicitários".

Crise de valores

O maior problema da sociedade actual.

ou

O mais empedernido lugar-comum dos nossos dias.

Religião

Uma das mais nobres expressões de humanidade e do devido amor ao Criador. Foi amaciando a violência animalesca do homem ao longo dos séculos. Permite desenvolver o sentido de comunhão e comunidade.

ou

Causa de guerras, mortes, perseguições, fundamentalismos, ilusões e rigidez de pensamento. Atrasa o desenvolvimento do pensamento científico e enreda a população em superstição, crendice e estupidez.

Jihad

A expressão do atraso cultural, do fundamentalismo e do ódio à liberdade de muitos muçulmanos.

ou

Uma reacção legítima de uma velha civilização aos constantes ataques do ocidente.

Humor

A melhor expressão da inteligência e da amizade.

ou

A melhor forma de demarcar os outros e mostrar superioridade.

Literatura light

Boa maneira de incentivar a leitura.

ou

Boa maneira de afastar as pessoas da boa leitura.

Inteligência

Capacidade de ter duas ideias opostas na cabeça.

ou

Capacidade de escolher entre uma delas.

Cidades

Locais de confusão, barulho, trânsito, poluição, stress e solidão entre muita gente. Com tanto espaço deserto, limpo e calmo, o ajuntamento aparentemente forçado de milhares de seres humanos nestes espaços sujos e apertados é dos maiores absurdos da modernidade. Antros de promiscuidade, perda de tempo, corrupção, ilusões. Um formigueiro infernal que animaliza a humanidade.

ou

Espaços que libertam com a leveza do anonimato consciente e onde as amizades escolhidas se sobrepõem à ditadura das tradições e do controlo social castrador. Verdadeiras comunidades de indivíduos livres. Espaço humano ideal, onde as sinergias se manifestam na criatividade que faz avançar o mundo e lhe dá beleza. Espaços de cultura, onde os estímulos constantes, a inteligência e a troca de ideias humanizam o que de animal há em nós.

Porto

A cidade da elegância inteligente, da solidez dos ritos discretos, da serenidade sábia decantada durante séculos, com uma cultura requintada, sem os maneirismos lisboetas. Cidade dum nocturno belo, moderna e conservadora q.b., sabe bem como um bom livro e um bom cálice de Porto.

ou

Cidade velha, suja, incompreensível, provinciana e arrogante, com uma cultura periférica e umbiguista. Ruas estreitas, má sinalização, um constante estaleiro. Fria, triste e confusa, nevoenta e escura, faltou-lhe um terramoto para a desempoeirar.

Discurso

...rígido, chato, cheio de lugares comuns... uma idiotice... nem a esse nível o seu discurso chegou...

ou

...não me lembro de um discurso presidencial dos últimos dez a quinze anos que tivesse posto assim o dedo na maior ferida portuguesa...

José Sócrates

Tem finalmente a coragem e arrogância necessárias para as medidas difíceis. É claro, não entra em cantigas, imprime a necessária disciplina ao país. Deixando de lado as divisões caducas entre esquerda e direita, é o possível salvador da democracia enquanto regime sustentável. Uma surpresa.

ou

Mestre da demagogia porque discreto, utiliza a propaganda como nunca fizeram em Portugal desde os anos 40, põe os portugueses uns contra os outros em nome do combate aos privilégios, aumenta a despesa e põe em causa direitos cuja conquista demorou décadas. Podia ter sido primeiro-ministro antes do 25 de Abril. Uma desilusão.

Sexo

A obsessão do mundo actual, prova da decadência da Europa, do amolecimento dos costumes, da fraqueza moral, a começar pela nossa juventude hedonista, baralhada e arrogante. Como em todas as civilizações, o deboche actual mostra inequivocamente o sentido decadente da nossa civilização e a falta de fibra do homem moderno.

ou

Componente central duma vida completa, seja como expressão do amor ou apenas como prazer legítimo. A forma descomplexada como o mundo actual o encara prova que a liberdade melhorou a nossa vida, tirando-nos dos ombros as frustrações e perversões passivas dos moralistas de todos os tempos. Fonte da beleza dos dias, está em tudo, mesmo no piscar de olhos sorrateiro de quem desejamos: e é bom, ponto.

25 de Abril

O dia em que Portugal se libertou da ditadura, pôde respirar em liberdade e começou a libertar-se da eterna pobreza. A revolução que nos libertou duma ideologia paternalista de pais-nossos e fadinhos. Uma explosão de alegria no cinzento da História.

ou

O dia em que Portugal interrompeu uma década de crescimento económico e se lançou no turbilhão duma revolução que destruiu a economia nacional. A época que nos deixou reféns duma cultura de esquerda. Uma bebedeira de loucos que minou o país.

Globalização

1. Garante da liberdade, do desenvolvimento e dos valores democráticos. Só não a deseja quem já é rico.

2. Garante dos lucros das multinacionais e do alargar do fosso entre pobres e ricos. Só a deseja quem já é rico.

Professores

1. Com poucos ovos (más condições, maus ministérios), fizerem uma boa omolete, melhorando os níveis de literacia dos jovens portugueses para níveis inimagináveis há trinta anos: os jovens lêem mais e melhor e são mais produtivos que os seus pais e avós (todos os estudos o confirmam).

2. Enredados numa rede de corporativismo caduco, são incompetentes, amarrados ao tacho, têm horror à mudança, defendem ideologias caducas que tentam incutir irreflectidamente aos alunos. O resultado: gerações de jovens sem rumo, presos a uma cultura pimba, sem disciplina nem cultura de esforço.

Bloco de Esquerda

1. O partido da arrogância, do paternalismo moral, do totalitarismo latente, do passado. Acha que os principais problemas do país são a homofobia, o racismo e a criminalização das drogas. Partido pretensamente moderno, pseudo-intelectual, da esquerda manienta. Debaixo das aparências, ideias velhas, mas limpas de resquícios proletários fora de moda.

2. O partido da coragem, da frontalidade, da verdadeira democracia, do futuro. Sabe que é preciso combater a falsa moralidade e a hipocrisia que se escondem por trás da homofobia e do racismo. Tem ideias novas, representa a renovação da esquerda e do país, é um partido jovem, que permite dar um abanão à sociedade esclerosada de um país parado.

PSD

1. Partido estilhaçado entre sociais-democratas, liberais, democratas-cristãos e populistas. Para acordar os militantes, basta recordar o papão: “Comunicação Social”. Ninho privilegiado dos monstros autárquicos. Partido dos interesses instalados, um dos culpados “do estado a que isto chegou”.

2. Partido sem complexos ideológicos, possui os melhores quadros do país. Liberal e social-democrata q.b. Costuma pôr mãos à obra e resolver as trapalhadas do PS (em 1985, pôs um ponto final à trapalhada pós-revolucionária; em 2002, pôs um ponto final à trapalhada guterrista).

PS

1. Partido esquizofrénico, de nome socialista, mas com o socialismo na gaveta. Gasta tudo o que pode até dar cabo do défice (como Guterres em 2000) ou, em alternativa, aperta o cinto dos portugueses até fazer sangue, sem qualquer plano verdadeiro, descobrindo o prazer da arrogância. Desbaratou a herança de Cavaco Silva e Durão Barroso.

2. Partido de esquerda moderna descomplexada, representante da verdadeira social-democracia, defensor simultâneo da economia de mercado e da justiça social. Diminuiu em poucos anos o pesado défice deixado pelo PSD em 1995. Em 2005, demonstra a coragem que lhe negavam para enfrentar interesses instalados.

Euro

1. Causa da crise económica actual. Culpado do aperto nas carteiras dos portugueses. Razão principal do aumento da inflação. Uma reforma estrutural completamente inútil e caríssima, imposta de cima sobre todos os cidadãos.

2. Salvação da economia nacional. A transição para a moeda única permitiu aumentar os rendimentos dos portugueses, desde 1996, em 30%. Permite não aumentar os juros e manter a inflação tão baixa como está agora.

Jovens

1. Cada vez mais ignorantes, mal-educados e presunçosos, não prometem nada de bom para o futuro do país. Sem qualquer freio moral, individualistas e egoístas, representam a decadência dos valores tradicionais e vivem ao sabor do vento, sem rumo nem ambições.

2. Com um nível de formação muito superior ao das gerações anterior, são a primeira geração a conseguir competir internacionalmente. Sem complexos inúteis, com uma nova moralidade, uma forte cultura de grupo e muita generosidade, têm uma atitude mais saudável perante a vida, o país e o mundo.

Velhos

1. Com uma visão do mundo toldada por um ensino antiquado, não conseguem compreender os novos tempos, têm um nível de formação típico do terceiro mundo, são arrogantes e mal-educados quando expressam as suas ideias.

2. Com uma formação alicerçada nos velhos valores nacionais, têm a sabedoria que falta aos jovens, são poupados, compreensivos, bondosos e pacientes. Não aceitam a violência, despudor e falta de respeito que grassa na cultura actual.

Descobrimentos

1. O auge da História de Portugal, quando o país era uma potência, tinha espírito empreendedor e dava lições ao mundo. Possibilitou o desenvolvimento tecnológico do país, colocou Portugal, por uma vez, no centro das decisões da Europa.

2. A causa da decadência de Portugal. Sorvedouro de recursos e população. Possibilitou a transferência de capital dos territórios descobertos para os outros países europeus.

Futebol

1. O culminar da inutilidade, corrupção e alienação nacionais. Serve para distrair os portugueses dos problemas do país, para gastar milhões de euros em estádios espalhados pelo país e para encher sacos azuis.

2. O único caso de sucesso internacional do país. Uma das poucas causas de alegria num cenário de crise generalizada. A selecção nacional de futebol serve, especialmente, para criar momentos de comunhão nacional, que anima o espírito (e a economia) dos portugueses.

Blogoesfera

1. O lugar da moda. A nova forma de comunicação em Portugal. Lugar onde se escreve cada vez melhor. Uma nova forma democrática e em rede de entender os media.

2. Um lugar desconhecido por 80% dos portugueses. Mania de intelectuais e escrevinhadores. Espuma de palavras sem consequência ou sentido. Feira de vaidades, sem crivo editorial.