Eyjafjallajokull | Crise | Opiniões | Livros | Música
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Pierre-Auguste Renoir, As grandes banhistas, 1887.
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Pierre-Auguste Renoir, As grandes banhistas, 1887.
Todos temos direito a ter opinião, qualquer que ela seja. A diversidade de opiniões é uma grande riqueza e defender uma opinião contra quem a ataca é um acto de coragem. A verdade está nos olhos de quem a vê. Como não é possível chegar a conclusões certas, tentar mudar a opinião dos outros é sempre uma violência e é sempre inútil. Aceitar este facto é sinal de inteligência.
ou
O direito a ter opinião é respeitável, mas as opiniões não são todas iguais: umas nascem certas e outras erradas. Todos temos o dever de tentar distingui-las, atacando sem piedade as opiniões nossas e alheias para saber quais se aguentam à bronca. Saber mudar de opinião perante melhores argumentos é um acto de coragem e de inteligência.
Uma forma de nos escondermos do mundo.
ou
Uma forma de não nos limitarmos à nossa própria vida.
Uma forma de prazer, de emoção estética, de percepção, de felicidade. Forma concentrada de consciência que não pode ser explicada por palavras.
ou
Uma forma de distinguir os que gostam das coisas certas daqueles que gostam de porcaria. Forma concentrada de identidade.
A verdade depende de cada um e existe apenas enquanto invenção individual.
ou
A verdade existe independentemente do que achamos ou queremos achar a cada momento.
Tentativa fútil de apresentar duas perspectivas opostas sobre a mesma coisa, acabando por mostrar apenas a caricatura de duas opiniões possíveis, ambas provavelmente erradas, num exercício estéril de comentário pseudo-democrático, que não arrisca decidir.
ou
Tentativa de alargar as vistas, pensando em formas opostas de ver a mesma questão, levando-nos a olhar de fora para aquilo que nós próprios pensamos. Tem como objectivo ajudar-nos a ouvir o que os outros dizem. Um pequeno remédio contra o excesso de certezas das conversas do dia-a-dia.
(Para este recomeço, algumas bidefinições antigas: Portugal, Professores, Feriados, Espanha, Estado, Divisões Sexuais, Inteligência, Crise de Valores, etc.)
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Edward Hopper, Summer Interior (1909).
Um antro de pretensiosismo, que produz absurdidades em série, cujo significado só pode ser “interpretado” pela elite bem-pensante. Funciona como mercado fechado e como peneira social e económica, disfarçada de peneira estética. Uma feira de vaidades, um empecilho à divulgação da verdadeira arte e, no fundo, uma caixa cheia de nada, exposta numa sala vazia.
ou
Um mundo de inovação e criação, que foge das antigas cristalizações em estilos e escolas estanques. Com uma simplicidade desarmante, possui um valor estético inacessível a quem tem o gosto formatado pela cultura de massas e de mediocridade que impera no mundo de hoje. Põe em causa e está longe de poder ser compreendida pelo mundo pequeno-burguês, que julga tudo à sua imagem.
O ideal é apagar tudo e fazer de novo, porque o mundo está podre.
ou
Apagar tudo é a origem dos grandes erros: temos de começar onde estamos.